Archive for 2011





Fotos da Estreia de ‘Amanhecer’

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Mais de 200 pessoas marcaram presença na Sessão Especial do filme Amanhecer – Parte 1, realizada no primeiro minuto de hoje, data do lançamento mundial da penúltima parte da Saga Crepúsculo. Confira abaixo algumas fotos desta noite agitada:


Horários do filme ‘Amanhecer’

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Para quem não conseguir conferir o filme em nossa Sessão Especial, segue abaixo todos os horários de exibição de ‘Amanhecer – Parte 1’ no Topázio Cinemas do Polo Shopping e do Shopping Jaraguá em Indaiatuba. Para todas as sessões, os ingressos já estão à venda!

Mais informações em:

www.topaziocinemas.com.br


Sessão Especial de ‘Amanhecer’

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Galera, restam pouquíssimos ingressos para a Sessão Especial do filme ‘Amanhecer – Parte 1’, a penúltima parte da Saga Crepúsculo. Em Indaiatuba, mais precisamente no Topázio Cinemas do Polo Shopping, o público poderá conferir o filme à 0h01 da próxima sexta-feira, dia 18 de novembro.

Ou seja, no primeiro minuto da data de estreia todos já estarão assistindo uma das produções mais aguardadas desta temporada. E você, está esperando o quê para comprar seu ingresso? Corram até as bilheterias do Polo Shopping. Nos vemos por lá…

Confira a página do evento da Sessão Especial no Facebook, clicando AQUI.




Análise: O Conto Chinês

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Por João Solimeo, do blog Câmera Escura

Há algo de Magnólia (1999), filme de Paul Thomas Anderson, no roteiro de Um Conto Chinês (escrito e dirigido por Sebastián Borensztein). O filme começa de forma absurda, mostrando um casal chinês em uma linda paisagem; eles estão em um barco no meio de um lago cinematográfico e o rapaz está para pedir a moça em casamento quando, de repente...uma vaca cai do céu e destrói o barco. Lembrou-se de Magnólia?

Corta para Buenos Aires, para a loja de ferragens de Roberto (o onipresente Ricardo Darín). Ele é um solteirão que leva sua vida seguindo uma série de rituais, do modo como toma o café-da-manhã à hora que vai dormir (sempre no minuto exato). Na loja, ele chega a contar quantos parafusos o fornecedor enviou e, quando não bate exatamente com o que diz o pacote, liga para reclamar. Sua vida regrada começa a mudar com a chegada de Mari (Muriel Santa Ana), uma mulher que está claramente apaixonada por ele, apesar da frieza de Roberto.

Mas a rotina dele muda pra valer no dia em que o chinês Jun (Ignario Huang) é jogado de um táxi aos pés de Roberto. Jun havia sido roubado pelo taxista e não fala uma palavra de espanhol. A única referência que ele tem é um endereço tatuado no braço. Roberto o leva até o local mas não há ninguém da família de Jun por lá. Roberto a princípio larga o chinês em um ponto de ônibus, debaixo de chuva, mas acaba voltando e o levando para casa.

A convivência entre os dois se torna um exercício de paciência para Roberto, que tem sua rotina atrapalhada pelo hóspede chinês. Jun começa a fazer pequenos serviços em troca de poder ficar na casa, mas até quando essa situação vai durar? As autoridades não são de grande ajuda e a língua é um obstáculo e tanto. Em cenas engraçadas, eles usam até um entregador de comida para traduzir o que Jun está falando. Roberto continua com seu modo difícil de ser e Jun acaba encontrando ajuda em Mari, que continua tentando conquistar o coração de Roberto.

O filme é esteticamente bonito, com cenografia precisa e bom trabalho de fotografia. Lugares poucos vistos de Buenos Aires no cinema, como o bairro chinês, ganham destaque. Ricardo Darín continua uma série de bons filmes e é, de novo, corpo e alma deste. A influência de Magnólia continua em uma mania de Roberto, que é colecionar histórias estranhas que recorta das páginas dos jornais. O final do filme vai mostrar como o mundo é cheio de coincidências estranhas.

O filme está em cartaz no Topázio Cinemas do Shopping Prado, em Campinas, e é atração hoje, dia 8, dentro do CineClube Indaiatuba. Confira:



Análise: O Palhaço, de Selton Mello

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Por Joel Júnior

Foi com lágrimas nos olhos do começo ao fim que assisti ao filme O Palhaço. O tema circo sempre me fascinou, mas confesso que o filme de Selton Mello, em seu segundo longa após o belíssimo Feliz Natal, me surpreendeu com toda sua simplicidade e leveza. As primeiras lágrimas (de alegria) vieram logo no começo com a primeira apresentação dos palhaços Puro Sangue e Pangaré, se você pensa que as piadas e encenações dos dois não funcionam na tela grande, pode se preparar, pois ver Paulo José e Selton Mello na pele dos respectivos palhaços foi uma das coisas mais emocionantes que o cinema já proporcionou, e isso foi apenas o começo.

No filme, Benjamim (Selton Mello) trabalha no Circo Esperança junto com seu pai Valdemar (Paulo José). Juntos, eles formam a dupla de palhaços e fazem a alegria da plateia. Mas a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e assim, volta e meia, pensa em abandonar o circo. A partir dai somos apresentados a vários personagens, alguns que trabalham no circo, e outros que aparecem na medida em que o circo muda de cidade.

Selton aproveita para homenagear grandes atores, há espaço para situações hilárias, como o jantar na casa do prefeito e emocionantes como a cena entre Selton e Fabiana Karla, o silêncio entre os dois personagens emociona, e é na troca de olhares que se percebe como esses dois que nunca se viram têm tanto pra falar um para o outro, nesse momento Benjamin diz a frase mais bonita do filme, resumindo tudo o que vem passando.

Destaca-se ainda a impagável aparição de Moacyr Franco, em sua estreia no cinema e premiado no Festival de Paulínia, num monologo incrível, divertido e surreal. As homenagens se estendem em figuras clássicas do imaginário popular como Jorge Loredo e Ferrugem. Paulo José está inacreditável, mas citar um ou outro ator não convém já que todos estão ótimos. A química entre Selton e Paulo gera mais lágrimas (de emoção agora).

A melancolia de Benjamin, sua dúvida e insatisfação com a vida que vem levando, nos faz questionar o que realmente importa, no que realmente nos faz feliz, sua obsessão com ventiladores diverte de uma maneira tensa e subliminar, e surge a pergunta: que caminho devemos seguir em busca de uma tão sonhada felicidade?

Selton Mello capricha no acabamento do filme, com direção de arte, figurinos primorosos e na sequência de créditos iniciais e finais, dá o devido destaque para seus atores, impõe ritmo bom e consegue com delicadeza divertir, mas acima de tudo emocionar. Homenageia os grandes mestres do cinema me fazendo lembrar do olhar triste de Chaplin, e aqui a comparação não é de forma alguma exagerada.


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